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Theobroma cacao, seu nome científico que quer dizer: Fruto dos Deuses. Nome dado ao cacau pelo botânico sueco Carolus Linnaeus no século XVIII.

Milhares de anos antes de receber esse nome, esse fruto já era consumido de forma ritualística na América Central, porém, estudos também revelam que a origem desse fruto sagrado é na Amazônia, ou até no Equador, por conta de  alguns artefatos de cerâmica que evidenciam o cacau, do qual já era consumido por lá há 5.450 anos atrás.

Diversas lendas permeiam sua origem e a história na América Central. Algumas mitologias dizem que esse fruto foi trazido por um Deus de outro planeta, o Quetzalcoatl, a serpente emplumada. Que trouxe amor e sabedoria em um tempo que a Terra passava por violência e turbulência. 

A palavra xocoatl vem dos Astecas, xoco – atl que quer dizer água amarga, feita das sementes torradas, água e especiarias. Era uma bebida que dava força aos guerreiros.  Os Mayas continuaram tomando essa bebida em um contexto cerimonialista, aonde estavam a nobreza e os sacerdotes.

O cacau já foi até usado como moeda de troca, por seu grande valor, assim eram pagos os impostos ao imperador Montezuma, sistema que durou do século XVI ao XVIII.

Quando os europeus chegaram ao novo continente se encantaram com o cacau, a tropa de Cristóvão Colombo teve seu primeiro contato com o cacau na ilha de Guanaja em Honduras. Tempos depois foi Hernan Cortés, quem levou o cacau para a Europa, mudando radicalmente a história do fruto sagrado.

Cacau e a cura pessoal

Beatriz Ricco

A História se repete e já dizia a profecia da Deusa Maya IxCacao: O cacau sai da floresta quando o ser humano precisa urgente da reconexão com a natureza. E agora estamos vivendo essa expansão do cacau, onde muitas pessoas estão sentindo o chamado para despertar seu coração. Alguns ainda que se sentem intrigados, questionam com bastante curiosidade, mas querem participar.

A primeira vez que eu tive contato com o cacau medicinal, em sua forma íntegra e pura, foi quando trabalhei nos Estados Unidos em uma barraca de sucos com um Jamaicano chamado Clive, Chinês Jamaicano, nativo de Kingston. Ele é um verdadeiro doutor das plantas e frutas e me ensinou muita coisa, entre elas sobre o chá de cacau, ou  Cocoa tea, como é conhecido no Caribe. É uma chá da folha de canela com raspas da barra de cacau 100%.

Alguns anos depois, ainda em solo americano, participei da minha primeira Cerimônia de Cacau com Éric Lieux.  E após tomar a bebida, dançamos ao som de instrumentos musicais, ali, ao vivo.

Para mim, que já era amante da natureza desde sempre, professora de dança e yoga, aquele momento tocou a minha alma de uma maneira irreversível. Dali em diante segui estudando sobre o cacau de diversas formas e sempre encontrando ele no meu caminho.

Unindo informações e histórias, fui ao Peru, México, Cuba, Colômbia, República Dominicana e Costa Rica, e o Cacau estava ali, sempre presente.  Até que em 2016 comecei a servir o cacau, e foi quando estava no alto das montanhas da Colômbia, senti um chamado de viver perto da natureza, então fiz uma promessa a um amigo que ouviria esse chamado e me mudei de São Paulo para Paraty, onde vivo há quase 5 anos. Aqui vivo nutrida de natureza e rodeada pelo cacau.

Trouxe comigo minhas terapias holísticas e logo já realizei aqui a Cerimônia do Cacau. Em 2019 fiz uma iniciação a guardiã do cacau sagrado guiada por Jurema, na Costa do Cacau na Bahia, o que só me fortaleceu no caminho que eu já estava seguindo.

O cacau trouxe muita cura pessoal para minha vida e sigo nesse processo, que creio, que durará toda minha vida. Continuo estudando muito, no momento estudo com um Tata da Guatemala, o Isaías e a Isabel do Lava Love, que me trazem muita conexão com a simplicidade e a ancestralidade. Tenho esse projeto chamado Cacau Ancestral, aonde realizo cerimônias, iniciações ao cacau, conversas terapêuticas e uno as minhas outras ferramentas como terapeuta holística.

Cerimônia do Cacau

Beatriz RiccoFelizmente hoje em dia, na era de aquário, esse cacau está disponível a todos aqueles que desejam experimentar. Essa receita é a mesma usada nas cerimônias de cacau que estão de volta e a única coisa essencial é que o cacau seja integral, contendo sua manteiga original e suas propriedades.

Importante trazer a consciência que o açúcar e o leite, presentes na maioria dos chocolates vendidos por aí, reduzem em grande parte essa ação terapêutica.

O que faz desse evento um cerimonial é o ato de parar um momento para ritualizar as ações. Uma respiração profunda, alguns olhares para dentro, uma reconexão com a sua essência e em alguns casos, uma conexão profunda com o outro.

Aqui não estamos querendo converter ninguém a outra religião e sim, trazer uma experiência sensorial e de expansão através da sua expressão.

Quando digo que sou uma sacerdotisa do cacau é porque o cacau move minha alma e o meu coração, por isso me dedico com  tanta devoção. Ele realmente atua no centro do coração, libera dopamina e serotonina, o hormônio do bem-estar. Seus benefícios são muitos: Ajuda a regular a pressão arterial, equilibrar os flavonoides e protege a integridade dos neurônios.

Além de todos esses benefícios para os seres humanos, o cacau, quando plantado em um sistema agroflorestal conhecido como Cabruca, colabora na sustentabilidade. Pois a monocultura é uma grande destruidora de floresta.

O cacau pode ser cultivado sobre a sombra de outras árvores em harmonia.

Venha conhecer os benefícios do cacau, participando das nossas vivências. 

Desde pequena estive ligada ao mundo místico e espiritual, já morei em diversos lugares do mundo, tais como Espanha, Escócia, Estados Unidos e Egito. Sou Artista visual, Mãe, Terapeuta Holística, Instrutora de yoga, Dança do ventre, Cerimonialista e Sacerdotisa do Cacau.

Comentários:

  • Beatriz Ricco

    Beatriz Ricco

    9 de agosto de 2021

    Agradeço esse lindo espaço para partilhar um pouco da história fascinante desse fruto sagrado 🧡🙏🏽

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